A cena eletrônica no Rio de Janeiro

Fotos: Eduardo Llerena

A cena eletrônica no Rio de Janeiro está ganhando força, e começa a se integrar no circuito América do Sul – São Paulo, Buenos Aires e Santiago. Para mais uma edição do especial Noites Fervidas, o Repique conversou com Eduardo Llerena, o fotógrafo que conhece tudo de tudo, que vai a todas as festas da noite, cobrindo o agito das pistas cariocas. Vamos a ele:

Dudu, conta como anda o agito das pistas no Rio.

Depende do dia e da época. No verão está cheio de gringo, gente do Brasil inteiro, dá pra sair de segunda a segunda, com programações variadas. Mas no geral ainda é bem limitado, está no caminho de criar uma cena. Antes quem tocava em São Paulo não necessariamente tocava no Rio, agora está mais engrenado. Todo mundo quer tocar aqui.

O que está rolando?

A noite no Rio está com novas direções. O pessoal que era do Trance está começando a produzir festas com DJs melhores. Tem o pessoal da (produtora) Directa que está botando o Rio na cena eletrônica internacional, eles vão fazer o Rio Music Conference agora no Carnaval, trazendo David Guetta, Gui Boratto, Sven Vath, Armin Van Buuren e Erick Morillo.

Tem os eventões – para três mil, quatro mil pessoas – esse povo antes só ia em rave. Agora está progredindo, mas é bem pop.

Mas mesmo saindo quase toda noite não é muito variado.

E quais são as melhores festas?

As melhores festas em clubs são a Combo às sextas-feiras no Clube 69 e aos sábados os afters do Dama de Ferro que vai até 10 da manhã. Todo mundo conhece e vai.

O povo da Moo sempre faz as melhores festas, variam os lugares onde rolam e não tem calendário fixo. Acontece quando eles conseguem trazer um DJ legal, os DJs que eles querem. Diversão garantida. Ótimas lembranças.

Tim Sweeney, apresentador e DJ do programa Beats In Space na rádio WNYU 89.1 FM de Nova York, que tocou na última sexta no Lounge 69, na festa Combo.

Tim Sweeney, apresentador e DJ do programa Beats In Space na rádio WNYU 89.1 FM de Nova York, que tocou na última sexta no Lounge 69, na festa Combo.

Quem são os DJs da cena aí?

Tem o Gustavo Tatá, de House; o Rafael RM2, que é mais Space disco; o Maurício Lopes… A Cami que toca Techno; o Rafael Droors, do Jamanta Crew, que mistura tudo, toca milhões de músicas em um set só. O Eduardo Cristoph e o Diogo Reis, eles que tocam na mesma praia – Disco Funk, de muito bom gosto… Essa é a galera que está a mais tempo na estrada, que já tocou com vinil.

E a galera nova?

A galera mais nova é toda MP3, chegam para tocar com iPod ou CD. Tem um carinha legal, o Miss Playmobil que toca no Dama e faz um set de rocks malucos e electro bacaninhas.

Muita gente despontou no Dama de Ferro porque a Adriana, a dona e quem cuida da programação, sempre abriu espaço para essa galerinha abrir ou fechar a noite, mesmo quando toca um DJ gringo. Lá é uma escola para todos eles.

O Dama ainda bomba, né…

O Dama é um dos clubes mais antigos daqui do Rio. Vai fazer sete anos.

O Rio é muito cena de clubinho…

Não tem boate grande aqui. Tinha a Bunker, mas fechou.

O lance de clube no Rio é a novidade. Se você abrir um buraco com uma programação decente, todo mundo vai, porque o povo gosta do que é novo. Não precisa ser o melhor.

O clube do momento aqui é o 69.

E quem é o público que freqüenta essa noitada aí?

Nova geração. É tudo moleque. Ou não sei se sou eu que estou ficando velho aos 32… Mas no geral mistura tudo porque tem poucas opções – poucos lugares e poucos interessados.

E como é uma noite fervida por aí?

Na minha perspectiva, a gente se encontra na casa de alguém ou em algum lugar para decidir onde vai. Chega na festa ás 3 da manhã para ver o DJ convidado. De lá provavelmente vai a um after no Dama. E depois, eu não sou chegado a um chill out, mas tem quem vai e fique até à tarde do dia seguinte, até reduzir a marcha.

E que som que pega?

A música está difícil de definir. Mas o som tem que ser bom para fazer a galera gritar na pista, vale até jogar a mão pra cima. Gosto quando o público entra na onda da música, quando o set vira uma trilha sonora para a noite como um todo, pra quem está na pista, no bar ou no banheiro.

Bom e a praia?

Cara, eu não vou. Não piso na praia. Mas tem muita gente que sai da balada e vai pra praia.

fonte: repique.blog.terra.com.br

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